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Hoje - 26 de março - se completa o quarto aniversário da aparição de
Melissa, um vírus de macro para Word com características de worm, e
que em 1999 originou uma das maiores infecções em massa conhecidas
até hoje. Quatro anos depois, os worms seguem protagonizando os
principais incidentes sofridos pelas máquinas dos usuários, tal como
reflete o recente impacto registrado pelo Slammer, ou o líder
inconteste do Klez.I - o mais frequente vírus de todos os tempos.
O vírus Melissa se autoenviava, em anexo a uma mensagem de correio,
aos 50 primeiros contatos do Caderno de Endereços (Address Book) do
Outlook das máquinas infectadas. Esta característica, que possibilitou
sua propagação à um grande número de empresas e indivíduos, foi
incorporada - e melhorada continuamente - nos códigos virais
posteriores, como o VBS/Freelink. A diferênça de seu predecessor, é
que este último se enviava a todos os contatos que a máquina afetada
tivesse cadastrados no seu Address Book.
Posteriormente, em maio de 2000, apareceu o vírus I Love You, cujo
impacto econômico - que várias empresas situam acima dos 11.000
milhões de dólares - até hoje não foi superado. O sugestivo texto "I
LOVE YOU" ("EU TE AMO") do e-mail em que ele se auto enviava,
consiguiu atrair a atenção de milhares de usuários que contribuíram,
sem desejo consciente do usuário, para a sua difusão. Este caso
propiciou a aparição de novos exemplares que recorriam a
chamada "Engenharia Social" para propagar-se, como sucedeu coo
brasileiro W32/Hybris, que teve uma grande - e razoavelmente demorada -
repercussão porque aludia a uma pretensa versão erótica do conto de
Branca de Neves e os Sete Anões.
O principal recurso que atualmente empregam os worms, para se
propagarem de forma massiva é o aproveitamento de vulnerabilidades
existentes em programas de uso habitual. Esta tendência foi iniciada
em 1999 pelo vírus VBS/Bubbleboy, que aproveitava um furo na segurança
do Internet Explorer 5, para auto executar-se, e mais tarde continuou
em 2001 com os famigerados Code Red e Nimda, e se consolidou com o
Klez.I e com o Slammer, tal como refletem os seguintes feitos:
- Desde a quase um ano, Klez.I lidera o ranking dos códigos maliciosos
que mais frequentemente detectados pelas empresas fabricantes de anti-
vírus, devido a sua capacidade para difundir-se à partir de uma
vulnerabilidade existente nas versões 5.01 e 5.5 do Internet Explorer.
- Em janeiro de 2003 Slammer afetou a vários milhares de servidores em
todo o mundo, aproveitando-se para isso de uma vulnerabilidade de
transbordamento de buffer nos servidores SQL e provocando pêrdas que
são avaliadas como superiores aos 720 milhões de dólares.
A paulatina aparição de worms, que se evoluem para difundir-se ao
maior número possível de equipamentos, impõem a necessidade de não
baixar a guarda nunca, e de adotar todas as medidas de proteção
cabíveis, entre as quais se destacam:
- Analizar, antes de abrir, os e-mails recibidos. É conveniente
escanear com un anti-vírus eficaz (e atualizado) todos os e-mails que
se recebe, mesmo que provenham de uma pessoa com a qual habitualmente
se mantenha contato.
- Utilizar um bom anti-virus, que possa ser atualizado quase que
diariamente, para assim ser capaz de detetar e desinfetar os últimos
virus aparecidos. Mesmo assim, o anti-virus deve incluir: suporte
técnico permanente (para resolver aos problemas que possam surgir
relacionados com virus ou com o funcionamento dos anti-virus);
resolução urgente de novos casos de virus (capaz de eliminá-los no
menor espaço de tempo possível) e serviços de alerta.
- Instalar os patches de atualização de software que publicam as
companhias para solucionar vulnerabilidades, para assim impedir que os
códigos maliciosos as utilizem para levar a cabo suas ações.
- Manter-se sempre informado, mediante a leitura de noticias
referentes à segurança dos equipamentos. Por isso se recomenda visitar
os portais que tratam deste tipo de tema e se cadastrar junto a
boletins como o VÍRUS ALERTA, capazes de manter seus associados sempre
preparados para as novas incurssões destas prags modernas.
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