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NOTÍCIAS SOBRE VÍRUS Artigos recentes
.:: Outra Notícia sobre Malware na Internet ::.
Os Seguidores de Melissa
     Autor: Francisco Panizo  -  Fonte: Vírus Alerta
     (news # 163 - incluída em 26/3/2003 23:07)
  
Hoje - 26 de março - se completa o quarto aniversário da aparição de 
Melissa, um vírus de macro para Word com características de worm, e 
que em 1999 originou uma das maiores infecções em massa conhecidas
até hoje. Quatro anos depois, os worms seguem protagonizando os 
principais incidentes sofridos pelas máquinas dos usuários, tal como 
reflete o recente impacto registrado pelo Slammer, ou o líder 
inconteste do Klez.I - o mais frequente vírus de todos os tempos.

O vírus Melissa se autoenviava, em anexo a uma mensagem de correio, 
aos 50 primeiros contatos do Caderno de Endereços (Address Book) do 
Outlook das máquinas infectadas. Esta característica, que possibilitou 
sua propagação à um grande número de empresas e indivíduos, foi 
incorporada - e melhorada continuamente - nos códigos virais 
posteriores, como o VBS/Freelink. A diferênça de seu predecessor, é 
que este último se enviava a todos os contatos que a máquina afetada 
tivesse cadastrados no seu Address Book.

Posteriormente, em maio de 2000, apareceu o vírus I Love You, cujo 
impacto econômico - que várias empresas situam acima dos 11.000 
milhões de dólares - até hoje não foi superado. O sugestivo texto "I 
LOVE YOU"  ("EU TE AMO") do e-mail em que ele se auto enviava, 
consiguiu atrair a atenção de milhares de usuários que contribuíram, 
sem desejo consciente do usuário, para a sua difusão. Este caso 
propiciou a aparição de novos exemplares que recorriam a 
chamada  "Engenharia Social" para propagar-se, como sucedeu coo 
brasileiro W32/Hybris, que teve uma grande - e razoavelmente demorada -
 repercussão porque aludia a uma pretensa versão erótica do conto de 
Branca de Neves e os Sete Anões.

O principal recurso que atualmente empregam os worms, para se 
propagarem de forma massiva é o  aproveitamento de vulnerabilidades 
existentes em programas de uso habitual. Esta tendência foi iniciada 
em 1999 pelo vírus VBS/Bubbleboy, que aproveitava um furo na segurança 
do Internet Explorer 5, para auto executar-se, e mais tarde continuou 
em 2001 com os famigerados Code Red e Nimda, e se consolidou com o 
Klez.I e com o Slammer, tal como refletem os seguintes feitos:

- Desde a quase um ano, Klez.I lidera o ranking dos códigos maliciosos 
que mais frequentemente detectados pelas empresas fabricantes de anti-
vírus, devido a sua capacidade para difundir-se à partir de uma 
vulnerabilidade existente nas versões 5.01 e 5.5 do Internet Explorer. 

- Em janeiro de 2003 Slammer afetou a vários milhares de servidores em 
todo o mundo, aproveitando-se para isso de uma vulnerabilidade de 
transbordamento de buffer nos servidores SQL e provocando pêrdas que 
são avaliadas como superiores aos 720 milhões de dólares.

A paulatina aparição de worms, que se evoluem para difundir-se ao 
maior número possível de equipamentos, impõem a necessidade de não 
baixar a guarda nunca, e de adotar todas as medidas de proteção 
cabíveis, entre as quais se destacam:

- Analizar, antes de abrir, os e-mails recibidos. É conveniente 
escanear com un anti-vírus eficaz (e atualizado) todos os e-mails que 
se recebe, mesmo que provenham de uma pessoa com a qual habitualmente 
se mantenha contato.

- Utilizar um bom anti-virus, que possa ser atualizado quase que 
diariamente, para assim ser capaz de detetar e desinfetar os últimos 
virus aparecidos. Mesmo assim, o anti-virus deve incluir: suporte 
técnico permanente (para resolver aos problemas que possam surgir 
relacionados com virus ou com o funcionamento dos anti-virus); 
resolução urgente de novos casos de virus (capaz de eliminá-los no 
menor espaço de tempo possível) e serviços de alerta.

- Instalar os patches de atualização de software que publicam as 
companhias para solucionar vulnerabilidades, para assim impedir que os 
códigos maliciosos as utilizem para levar a cabo suas ações.

- Manter-se sempre informado, mediante a leitura de noticias 
referentes à segurança dos equipamentos. Por isso se recomenda visitar 
os portais que tratam deste tipo de tema e se cadastrar junto a 
boletins como o VÍRUS ALERTA, capazes de manter seus associados sempre 
preparados para as novas incurssões destas prags modernas.


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